Vertes participou do Seminário de Eficiência Energética em Edificações

A  Vertes participou do 1ª seminário de Eficiência Energética em Edificações e Perspectivas para o Mercado Brasileiro, que ocorreu em Florianópolis, dia 09 de março de 2012. Se você tem interesse em saber mais sobre a certificação brasileira do INMETRO, acesse a página do SEMINÁRIO EEE e faça o download das paletras que foram ministradas no dia do evento.

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02/04/2012 at 14:06 Deixe um comentário

Ecohabitat – Uma construção mais sustentável – Análise de Eficiência Energética de ENVOLTÓRIA – Florianópolis/SC

Ecohabitat – Análise do desempenho térmico da ENVOLTÓRIA

Para garantir a sustentabilidade da residência, foi realizada uma análise dos materiais e de índices de conforto ambiental pela  VERTES, visando obter o nível de eficiência energética da edificação. Ainda, fez-se uma simulação da ENVOLTÓRIA, caso esta fosse submetida à etiqueta do INMETRO, seguindo os critérios do documento Requisitos Técnicos da Qualidade de Eficiência Energética de Edificações Residenciais (RTQ-R). A partir desta análise, identificou-se a classificação de eficiência energética que a residência obteria. A classificação pode variar de nível “A”, mais eficiente, a nível “E”, menos eficiente.

Análise das propriedades térmicas dos materiais

Arquitetura: Ecodhome

Fotografias: Divulgação

Para obter nível elevado de eficiência energética é necessário o atendimento aos pré-requisitos determinados na metodologia do RTQ-R. Alguns desses pré-requisitos são os relacionados com a envoltória da edificação, nos quais precisam atender ao limites exigidos apresentados na Tabela 3.1 do RTQ-R.

A tabela abaixo apresenta os valores calculados de transmitância térmica, capacidade térmica e absortância das paredes externas da residência. Observa-se que em todos os ambientes atende-se aos limites.

A tabela abaixo apresenta os valores calculados de transmitância térmica, capacidade térmica e absortância das coberturas da residência. Observa-se que em um dos ambientes não atende ao limite.

Análise da ventilação natural

Para edificações situadas na zona bioclimática 3, ambientes de permanência prolongada e cozinha devem possuir percentual de aberturas mínimas de aproximadamente de 8% da área do piso. Portas de acesso principal e de serviço não são consideradas para somatória das aberturas efetivas para ventilação. A tabela seguinte apresenta o percentual para ventilação natural da edificação. Observa-se que em todos ambientes obtiveram percentuais de ventilação acima do mínimo exigido.

Análise da ventilação cruzada

Para atendimento de condições de conforto e higiene, o projeto deve permitir condições de escoamento de fluxo de ar.  A fachada com maior área de abertura efetiva sobre a somatória das aberturas das outras fachadas deve obter fator ≥ 0,25. Observa-se na tabela abaixo que, para a residência analisada, o fator de ventilação cruzada é maior que 0,25, portanto atendem ao pré-requisito.

Análise da iluminação natural

Em ambientes de permanência prolongada a soma das áreas de aberturas para iluminação natural desses ambientes deve corresponder a 1/8 da área do piso, para obter nível A. Para outros ambientes a soma das áreas de aberturas para iluminação natural desses ambientes deve corresponder a 1/10 da área do piso. A tabela abaixo apresenta os resultados do pré-requisito de iluminação natural para a residência.

Um dos banheiros não atende o pré-requisito, porém o regulamento exige que apenas a maioria dos banheiros tenha abertura (50% mais um), atendendo, portanto, a exigência para o Nível A (Tabela abaixo)

Resultado

As plantas da residência apresentam as classificações alcançadas do desempenho térmico dos ambientes após a verificação dos pré-requisitos e principalmente após os cálculos de eficiência energética (metodologia completa no RTQ-R).

Classificação da ENVOLTÓRIA segundo o RTQ-R

Mediante todos os cálculos apresentados na metodologia do RTQ-R, segue a classificação da Ecohabitat. O Equivalente Numérico da Envoltória (EqNumEnv) representa análise final do desempenho térmico da envoltória da residência quando ventilada naturalmente e após verificação dos  todos os pré-requisitos. A residência atendeu a todos os pré-requisitos e, com isso, o projeto apresenta uma adequada ventilação natural e renovação de ar através da ventilação cruzada e um bom aproveitamento da iluminação natural.

A classificação do desempenho térmico da envoltória alcançou nível A de eficiência energética como apresentada na tabela abaixo.

14/03/2012 at 16:39 Deixe um comentário

Ecohabitat na Mercato Immobiliare

Ecohabitat – Casa modelo com projeto mais sustentável

Foto: Marina Santana

 

Arquitetura: Ecodhome

Fotografias: Divulgação

Leia a matéria completa em: Mercato Immobiliare

Para garantir a sustentabilidade da residência, foi realizada uma análise dos materiais e de índices de conforto ambiental pela VERTES, seguindo os critérios do RTQ-R. A partir dessa análise indentificou-se a classificação de eficiência  que residência obteria.

A Vertes esteve na Ecohabitat e pode verificar de perto as estratégias utilizadas, o conforto ambiental garantido pelos projetos de iluminação e ventilação natural adequados!

Veja também a análise completa Ecohabitat!

14/03/2012 at 16:38 Deixe um comentário

Primeira edificação nível A do país pela etiquetagem do INMETRO

Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS)

Arquitetura: Cristiane Cabreira e Archi 5 Arquitetos Associados

Autores: Cristiane Cabreira, Alexandre Pessoa, Inês El-Jaick

Projeto luminotécnico: Vertes Arquitetura Bioclimática e Eficiência Energética

Localização: Manguinhos, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Área construída: 3.515.00 m²

Ano do projeto: 2006-2009

Segundo a arquiteta Cristiane Cabreira, o projeto do Centro de Documentação e História da Saúde  (CDHS) foi desenvolvido tendo como objetivo preservar, organizar e difundir os acervos arquivísticos e bibliográficos, pertencentes à Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz, e que se relacionam com a história das ciências biomédicas e da saúde no Brasil, em local adequado construído segundo as normas técnicas mais modernas e dotado de infraestrutura para preservação de acervos documentais.

Para o projeto do CDHS,  adotou-se critérios de sustentabilidade ambiental contribuindo para a política de desenvolvimento sustentável da instituição, para a implementação de energias renováveis e aproveitamento máximo possível de recursos naturais e principalmente para a preservação do meio ambiente.

As referências de sustentabilidade ambiental do projeto se basearam no procedimento francês Haute Qualité Environnementale (HQE®) para promoção da sustentabilidade em edificações. Neste sentido foram adotados sistemas de captação e reuso de águas pluviais, sistemas de resfriamento passivo e adoção de materiais menos impactantes no meio ambiente.

Com relação à otimização da eficiência energética da edificação, a Fundação  Oswaldo Cruz foi assessorada pela Vertes, para submeter o projeto à metodogia da Etiquetagem Nacional de Conservação de Energia (ENCE), do INMETRO. Neste âmbito, foram analisadas as propriedades térmicas dos componentes das paredes e coberturas. A envoltória da edificação apresentou um bom desempenho térmico e energético, devido à boa combinação das estratégias utilizadas, como isolante  termo-acústico nas coberturas, revestimentos externos claros, áreas envidraçadas com proteções solares, vidro com baixo fator solar (vidros que impedem ganhos excessivos de calor), entre outros.

Ainda, para alcançar a classificação mais elevada da ENCE, a edificação conta com sistemas eficientes de iluminação artificial (aproveitamento da iluminação natural, controle automático de desligamento, uso de luminárias, lâmpadas e reatores eficientes) e de condicionamento de ar (sistema com alto coeficiente de performance). Também, o projeto apresentou iniciativas que o bonificaram na classificação geral, como o uso de bacias de duplo acionamento, torneiras com arejadores e aproveitamento da água da chuva.

No dia 22 de setembro de 2011, a projeto recebeu a ENCE completa, sendo a primeira etiqueta nível A do país pelo método de simulação computacional.

Além disso, foram adotados critérios de acessibilidade universal conforme orientações da NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

13/03/2012 at 23:30 Deixe um comentário

Casa Átrio na Mercato Immobiliare

Casa Átrio – Sustentabilidade levada a sério

Foto: Eduardo Faust

Para garantir a sustentabilidade da residência, foi realizada uma análise dos materiais e de índices de conforto ambiental pela VERTES, seguindo os critérios do RTQ-R. A partir dessa análise indentificou-se a classificação de eficiência  que residência obteria.

Arquitetura: FAUST■SALVAGNI

Fotografias: Romulo Ceretta

Leia a matéria completa em: Mercato Immobiliare

Veja também a análise completa parte 2 e parte 3 da Casa Átrio:

13/03/2012 at 19:00 Deixe um comentário

Mídia: Saiba como baixar o consumo de energia elétrica nas edificações

Os edifícios comerciais, de serviços e públicos fazem parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro. Através deste programa, edifícios são avaliados e é fornecida uma etiqueta que indica o nível de eficiência do edifício, que pode variar de nível “A”, mais eficiente, a nível “E”, menos eficiente.

Didaticamente, afirma-se que, assim como diferentes eletrodomésticos possuem uma etiqueta indicando seu nível de eficiência energética, de maneira análoga, as edificações comerciais, de serviços e públicas terão uma etiqueta equivalente, que indicará o resultado das avaliações de seu projeto arquitetônico, sistema de iluminação e sistema de condicionamento de ar. Inicialmente, este regulamento terá um caráter voluntário para edificações novas e existentes, mas há previsão de que no futuro será obrigatório às novas edificações.

A etiqueta indica o nível de eficiência da envoltória (fachadas e coberturas, incluindo aberturas envidraçadas), do sistema de iluminação e do sistema de condicionamento de ar. Ela pode ser fornecida integralmente, ou em partes separadas: envoltória, envoltória + sistema de iluminação ou envoltória + sistema de condicionamento de ar. Tendo as três partes, recebe-se a etiqueta completa.

A avaliação do nível de eficiência energética do edifício é composta de duas etapas: etapa de avaliação de projeto, pela qual se identifica o nível de eficiência do edifício projetado, e etapa de avaliação do edifício, oportunidade em que o edifício já construído é inspecionado para verificar se as características do projeto foram atendidas.

Assista ao vídeo terá mais informações sobre o processo de certificação:

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=2&contentID=240782&channel=47

01/03/2012 at 16:30 Deixe um comentário

O vidro na construção civil

O vidro é um dos materiais mais antigos já conhecidos e utlizados pelo homem. Atualmente os historiadores ainda não dispõem de dados precisos sobre a origem do vidro, mas descobertas de objetos de vidro no Egito e na região da Mesopotâmia levam a crer que este material já era conhecido há pelo menos 4000 anos antes da Era Cristã.

Por meio da revolução industrial, já no século XIX, muitas inovações vistas e disponibilizadas para o público em geral: vidros maiores, mais resistentes e de melhor qualidade. Em meados do século XX, surgiu na Inglaterra a técnica de produção do vidro “float” (vidro fundido sobre um tanque de estanho liquefeito), que proporcionou superfícies extremamente planas, espessuras uniformes e poucas distorções na transmissão de luz visível.

As décadas de 60 a 90 apresentaram um grande avanço tecnológico na produção de vidros, com o aumento da qualidade das superfícies, novos materiais, e melhoria da isolação térmica e acústica. Surgem os panos de vidros duplos, triplos e outras tecnologias associadas.

A conservação de energia, de um modo geral, tem mostrado ser uma preocupação crescente em diferentes setores produtivos da sociedade. A exemplo de outras áreas, também na construção civil, a eficiência energética tem tomado um aspecto fundamental.

Um dos aspectos aos quais se atribui responsabilidade de consumo de energia elétrica às edificações envidraçadas, está relacionado ao condicionamento do espaço interno. Muitos estudos têm demonstrado a veracidade desta culpa atribuída às mesma. Estima-se que em média, a transferencia de calor através de janelas corresponda a 31% da carga de resfriamento em edifícios comerciais dos EUA.

Entretando, os vidros não podem ser considerados apenas vilãs em relação ao alto e crescente consumo de energia elétrica nas edificações, pois estas também representam um caminho para reduzi-lo.

Com a melhoria na eficiência energética dos vidros, tal fato, traz consequencias positivas a curto e longo prazo. Em curto prazo a utilização de vidros eficientes proporciona índices de economia na conta de energia. O melhor isolamento reduz as trocas de calor, influenciando diretamente no consumo de energia por condicionamento. Associado a este fator, há o aproveitameno da luz natural, o qual gera redução da carga térmica e custos com iluminação artificial. Já a longo prazo, pode-se dizer que o uso de vidros energeticamentes eficientes aplicado em grande escala poderá gerar uma maior oferta de energia para o mercado, devido a redução do consumo. Está maior oferta por sua vez traz reflexos sobre o custo da energia, podendo mesmo ser reduzido.

Novas tecnologias em vidros têm mostrado grande versatilidade em aumentar a eficiência energética das edificações. O grande desafio dos fabricantes têm sido desenvolver produtos que permitam grande transparência à luz visível, mas evitando ao máximo a entrada do calor em climas quentes e perda de calor e climas frios.

Fachada espiral em vidro duplo – Mode Gakuen Spiral Towers, Tókio – Grupo de arquitetos Nikken Sekkei

Um aspecto intimamente ligado ao aumento da eficiência das janelas é a certificação dos produtos. Esta certificação pode ser feita através de índices determinados a partir de suas propriedades ópticas e térmicas. Sem tal iniciativa é quase impossível manter um controle sobre as reais influências das aberturas sobre o consumo da edificação.

No que se refere especificamente à aberturas, vidros, de uma maneira geral, no Brasil ainda não existe uma grande preocupação com o impacto no consumo de energia que elas causam. As normas voltadas para o setor são em sua mairoia relacionadas a aspectos construtivos das janelas. Praticamente inexistem normas nacionais relacionadas à eficiência energética de aberturas.

Contextualizando a realidade brasileira, tanto em relação às janelas bem como a eficiência energética em edificações, pode-se dizer que os processos de avanço tecnológico têm sido lentos quando comparados a outros países.

Para o empreendimento Premier (imagem acima), construtora Koprime,  foram testados 5 tipos de vidros disponíveis pelo fornecedor (Santa Rita), junto com a opção de utilizar um vidro claro nas janelas de todas as fachadas na torre do pavimento tipo. A tabela abaixo apresenta as propriedades termofísicas da cada alternativa de vidro testada. A alternativa de vidro claro serve como parâmetro comparativo com as alternativas sugeridas pelo fornecedor.

espessura

transmissividade

refletividade

[mm]

[%]

[%]

Reflect FLOAT (cinza)

8,0

24,0

22,0
Reflect FLOAT (verde)

8,0

23,5

16,5

Eco LITE (verde)

8,0

30,0

8,0

Cool LITE (verde)

8,0

27,0

25,0

Cool LITE (prata)

8,0

12,0

34,0

Claro

8,0

83,7

7,5

Observa-se que, a linha Cool LITE apresenta a melhor resposta nas duas cores propostas pelo fornecedor. A maior redução da carga térmica é de 29,7% (se comparado com o uso de vidro claro como caso base), e pode ser alcançado com o uso do vidro Cool LITE prata. Para o vidro Cool LITE verde a redução de carga térmica é de 22,6%. Estes resultados enfatizam também a importância do ganho de calor por radiação solar através das janelas e suas conseqüências na demanda de sistemas condicionadores de ar.

16/02/2012 at 10:28 Deixe um comentário

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