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A influência da cor e do tamanho da abertura no consumo de energia da sua construção!

Influência da cor de paredes externas e do percentual de área de janela na fachada no consumo de energia

O objetivo deste post é apresentar a influência da cor (absortância) de paredes externas e do Percentual de Área de Janela na fachada no consumo de energia. Esse análise foi feita especificamente para edifícios localizados em Florinaópolis/SC, mediante simulações computacionais utilizando o programa EnergyPlus.

Edifício de escritórios: Características construtivas predominantes obtidas através de levantamentos realizados em edificações desse tipo no centro da cidade de Florianópolis, e simulado com os dados climáticos desta.

Parâmetros analisados

Foram feitas 81 simulações alterando o PJF e a Absortância Externa (AbsExt) em intervalos de 10%. As cores e suas respectivas absortâncias, apresentadas, foram retiradas do estudo de diferenciação de tipos e tonalidades de tintas com relação ao comportamento espectrofotométrica destas, de Dornelles e Roriz (2006). As cores analisadas no estudo com suas abortâncias serviram para representar as simulações.

Resultados

O aumento no consumo de energia é mais significativo ao se aumentar o PJF. AbsExt fixa de 10%, variando o PJF = aumento do consumo de 41,6%. PJF fixo de 10%,  variando Absext = aumento do consumo de 21,6%.

Parede com janelas pequenas, ao se variar as cores, ocorre uma variação no consumo de energia em até 21,6%. Parede com janelas grandes, ao se variar as cores, ocorre uma variação no consumo de energia em até 3,1%. Uma vez que a contribuição de área de parede diminui, o efeito da AbsExt é menos significativo.

Equivalências nos consumos de energia. O consumo de uma edificação com PJF de 10% e Absext de 90%, é similar ao de uma edificação com PJF de 50% e Absext de 10. A tabela abaixo apresenta uma das equivalências de consumo de energia retirada dos 81 casos simulados. Esse tipo de relação pode contribuir nas decisões com relação à área de aberturas e às cores nas fachadas mais adequadas ao clima em estudo.

Conclusões

  • O aumento no consumo de energia é mais significativo ao se aumentar o PJF, chegando a uma variação de até 41,6%.  Com relação à AbsExt, mantendo o PJF fixo, a variação no consumo de energia alcançou até 21,6%.
  • Ao fixar o PJF e variar a absortância, ocorreram maiores variações no consumo de energia com PJFs menores comparados à PJFs maiores. Uma parede com janelas pequenas, ao se variar as cores, ocorreu uma variação no consumo de energia em até 21,6%, enquanto uma parede com janelas grandes, ao se variar as cores, ocorreu uma variação no consumo de energia em até 3,1%.
  • A contribuição de área de parede diminui, o efeito da AbsExt é menos significativo.
  • Os resultados podem auxiliar nas escolhas a serem realizadas na fase de projeto de um edifício, uma vez que apresentaram a significativa variação do consumo de energia diante dos tamanhos das aberturas e das cores nas fachadas.
  • A escolha correta dos parâmetros analisados neste, pode colaborar com arquitetos e profissionais da área de construção civil a produzirem edifícios mais eficientes energeticamente.

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18/07/2012 at 22:35 Deixe um comentário


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