Posts tagged ‘etiqueta INMETRO’

Alpha Business | Campinas – SP: nível A em projeto e edifício construído pela etiquetagem do INMETRO

Ahpha Business | Campinas/SP

Arquitetura: Primi & Appoloni

Projeto luminotécnico: Vertes Arquitetura Bioclimática e Eficiência Energética

Localização: Alphavile – Campinas – São Paulo

Área construída: 31.905,91 m²

Ano do projeto: 2009-2011

No mundo dos negócios quem pensa no futuro sai na frente. É por isso que escolher um lugar onde a sustentabilidade é prioridade e a valorização dos espaços é uma certeza, faz parte do planejamento de quem quer fazer sucesso. Alphabusiness Green Complex. Um lugar à frente do seu tempo, para profissionais à frente do mercado.

O Alpha Business Green Complex é o primeiro empreendimento a receber a certificação no estado de São Paulo. Obteve etiquetas nível A tanto em projeto quanto em edifício construído (assessoria Vertes Arquitetura). O complexo possui vidros de alto desempenho, eficiência na envoltória e nas áreas comuns e conta também com um projeto luminotécnico eficiente (projeto Vertes Arquitetura).

O complexo conta com coleta seletiva de lixo; utiliza poços absorventes para reaproveitamento de águas pluviais; redução de impactos ambientais no canteiro de obras e em seu entorno, com utilização racional dos recursos; conservação de energia e gerenciamento ecológico de resíduos; triagem de resíduos da obra e destinação para reciclagem e reaproveitamento; área verdes permeáveis e redução de áreas pavimentadas; implantação de espécies nativas da flora no paisagismo, adaptadas às condições climáticas do local; uso de tecnologias e equipamentos para redução do consumo de água e energia nas áreas comuns e nas unidades.

Com relação à otimização da eficiência energética da edificação, o empreendimento Alpha Business foi assessorado pela Vertes, para submeter o projeto à metodogia da Etiquetagem Nacional de Conservação de Energia (ENCE), do INMETRO. Neste âmbito, foram analisadas as propriedades térmicas dos componentes das paredes e coberturas. A envoltória da edificação apresentou um bom desempenho térmico e energético, devido à boa combinação das estratégias utilizadas, como isolante termo-acústico nas coberturas, revestimentos externos claros, áreas envidraçadas de alto desempenho, vidro com baixo fator solar (vidros que impedem ganhos excessivos de calor), entre outros.

Ainda, para alcançar a classificação mais elevada da ENCE, a edificação conta com sistemas eficientes de iluminação artificial (aproveitamento da iluminação natural, controle automático de desligamento, uso de luminárias, lâmpadas e reatores eficientes).

No dia 30 de novembro de 2011, a edificação construída recebeu a ENCE parcial, sendo a primeira etiqueta nível A do país no estado de São Paulo. Fotos no momento da inspeção:

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20/06/2012 at 12:23 Deixe um comentário

Vertes participou do Seminário de Eficiência Energética em Edificações

A  Vertes participou do 1ª seminário de Eficiência Energética em Edificações e Perspectivas para o Mercado Brasileiro, que ocorreu em Florianópolis, dia 09 de março de 2012. Se você tem interesse em saber mais sobre a certificação brasileira do INMETRO, acesse a página do SEMINÁRIO EEE e faça o download das paletras que foram ministradas no dia do evento.

02/04/2012 at 14:06 Deixe um comentário

Primeira edificação nível A do país pela etiquetagem do INMETRO

Centro de Documentação e História da Saúde (CDHS)

Arquitetura: Cristiane Cabreira e Archi 5 Arquitetos Associados

Autores: Cristiane Cabreira, Alexandre Pessoa, Inês El-Jaick

Projeto luminotécnico: Vertes Arquitetura Bioclimática e Eficiência Energética

Localização: Manguinhos, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Área construída: 3.515.00 m²

Ano do projeto: 2006-2009

Segundo a arquiteta Cristiane Cabreira, o projeto do Centro de Documentação e História da Saúde  (CDHS) foi desenvolvido tendo como objetivo preservar, organizar e difundir os acervos arquivísticos e bibliográficos, pertencentes à Casa de Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz, e que se relacionam com a história das ciências biomédicas e da saúde no Brasil, em local adequado construído segundo as normas técnicas mais modernas e dotado de infraestrutura para preservação de acervos documentais.

Para o projeto do CDHS,  adotou-se critérios de sustentabilidade ambiental contribuindo para a política de desenvolvimento sustentável da instituição, para a implementação de energias renováveis e aproveitamento máximo possível de recursos naturais e principalmente para a preservação do meio ambiente.

As referências de sustentabilidade ambiental do projeto se basearam no procedimento francês Haute Qualité Environnementale (HQE®) para promoção da sustentabilidade em edificações. Neste sentido foram adotados sistemas de captação e reuso de águas pluviais, sistemas de resfriamento passivo e adoção de materiais menos impactantes no meio ambiente.

Com relação à otimização da eficiência energética da edificação, a Fundação  Oswaldo Cruz foi assessorada pela Vertes, para submeter o projeto à metodogia da Etiquetagem Nacional de Conservação de Energia (ENCE), do INMETRO. Neste âmbito, foram analisadas as propriedades térmicas dos componentes das paredes e coberturas. A envoltória da edificação apresentou um bom desempenho térmico e energético, devido à boa combinação das estratégias utilizadas, como isolante  termo-acústico nas coberturas, revestimentos externos claros, áreas envidraçadas com proteções solares, vidro com baixo fator solar (vidros que impedem ganhos excessivos de calor), entre outros.

Ainda, para alcançar a classificação mais elevada da ENCE, a edificação conta com sistemas eficientes de iluminação artificial (aproveitamento da iluminação natural, controle automático de desligamento, uso de luminárias, lâmpadas e reatores eficientes) e de condicionamento de ar (sistema com alto coeficiente de performance). Também, o projeto apresentou iniciativas que o bonificaram na classificação geral, como o uso de bacias de duplo acionamento, torneiras com arejadores e aproveitamento da água da chuva.

No dia 22 de setembro de 2011, a projeto recebeu a ENCE completa, sendo a primeira etiqueta nível A do país pelo método de simulação computacional.

Além disso, foram adotados critérios de acessibilidade universal conforme orientações da NBR 9050 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

13/03/2012 at 23:30 Deixe um comentário

Casa Átrio na Mercato Immobiliare

Casa Átrio – Sustentabilidade levada a sério

Foto: Eduardo Faust

Para garantir a sustentabilidade da residência, foi realizada uma análise dos materiais e de índices de conforto ambiental pela VERTES, seguindo os critérios do RTQ-R. A partir dessa análise indentificou-se a classificação de eficiência  que residência obteria.

Arquitetura: FAUST■SALVAGNI

Fotografias: Romulo Ceretta

Leia a matéria completa em: Mercato Immobiliare

Veja também a análise completa parte 2 e parte 3 da Casa Átrio:

13/03/2012 at 19:00 Deixe um comentário

Casa Átrio – Análise de Eficiência Energética – Florianópolis/SC – Parte 3

Casa Átrio – CLASSIFICAÇÃO FINAL SEGUNDO O RTQ-R

Para garantir a sustentabilidade da residência, foi realizada uma análise dos materiais e de índices de conforto ambiental pela empresa de consultoria de eficiência energética VERTES, visando obter o nível de eficiência energética da edificação. Ainda, fez-se uma simulação da ENVOLTÓRIA (Parte 2) e do SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA da residência.

Análise do sistema de aquecimento de água

Arquitetura: FAUST■SALVAGNI

Fotografias: Romulo Ceretta

O arquiteto optou em utilizar o sistema de aquecimento solar por ser uma alternativa com diversos benefícios. A energia solar é limpa, não poluente, confiável, racional, não requer manutenção e não consome nenhum tipo de combustível, além de ser uma fonte energética inesgotável, abundante e gratuita. Implantando esse sistema, gerou uma economia em até 90% de energia elétrica gasta com o aquecimento de água na residência. O retorno de investimento será de três anos, portanto, após o período de retorno, a energia terá custo zero em dias de sol.

Os coletores solares, todos com Selo Procel, foram instalados na orientação ideal, voltados para o Norte geográfico, e com a inclinação ideal (latitude do local acrescida de 10o).

O reservatório térmico possui características especiais para que o sistema opere em níveis máximos de eficiência e armazena toda a água aquecida nos coletores, além de possuir o Selo Procel. O reservatório foi instalado protegido contra intempéries, a um nível superior aos coletores para verticalizar a canalização, dispensando assim, a bomba de circulação.

Além da exigência do Selo Procel nos equipamentos para atendimento aos pré-requisitos para alcançar nível A, o sistema de aquecimento de água possui tubulações com isolamento térmico de 1cm, com condutividade térmica adequada.

Por fim, analisou-se o dimensionamento do sistema de aquecimento solar definido pelo método do RTQ-R e obteve-se a classificação da eficiência do sistema, nível A.

Bonificações alcançadas

Iniciativas que aumentem a eficiência da residência pode receber até 1 ponto na classificação geral somando os pontos obtidos por meio das bonificações. Para tanto, estas iniciativas devem ser justificadas e comprovadas.

  • Iluminação natural

Os ambientes do projeto apresentam profundidade máxima dentro dos conformes para obtenção da bonificação em iluminação natural, assim como refletância do teto acima de 60% (Paredes internas pintadas de cores claras). Portanto, a residência obteve 0,30 pontos.

  • Uso racional de água

A residência conseguiu 0,06 pontos de bonificação em uso racional de água por usar equipamentos economizadores. Os seis chuveiros possuem restritores de vazão e 12 das 13 torneiras instaladas possuem arejadores de vazão constante.

  • Iluminação artificial

A residência obteve 0,05 pontos por possuir 50% das fontes de iluminação artificial com eficiência superior a 75lm/W.

  • Refrigeradores

A residência obteve 0,1 pontos por possuir instalados refrigeradores com ENCE nível A e garantir as condições adequadas de instalação conforme recomendações do fabricante, especificamente no que se refere à distância mínima recomendada para ventilação da serpentina trocadora de calor externa.

A residência obteve 0,51 pontos de bonificações que foram somados à pontuação da classificação geral.

Classificação final – NÍVEL A

Mediante todos os cálculos apresentados na metodologia do RTQ-R, segue a classificação geral da Residência 160 (tabela abaixo). O Equivalente Numérico da Envoltória (EqNumEnv) representa análise final do desempenho térmico da envoltória da residência quando ventilada naturalmente e após verificação dos  todos os pré-requisitos. A residência atendeu a todos os pré-requisitos e, com isso, o projeto apresenta uma adequada ventilação natural e renovação de ar através da ventilação cruzada e um bom aproveitamento da iluminação natural.

A classificação do desempenho térmico da envoltória alcançou nível B de eficiência energética. Para aumentar o nível de eficiência, podendo alcançar até nível A, soluções simples e de baixo custo poderão ser aplicas no futuro, como coberturas mais claras, uma vez que o projeto já foi todo pensado para o melhor aproveitamento das condições climáticas local, uso de brises para controlar o excesso de ganho de calor, entre outras estratégias.

A classificação do sistema de aquecimento de água alcançou nível A e para a obtenção da pontuação final, as classificações alcançadas da envoltória, do sistema de aquecimento de água e das bonificações são inseridas na equação abaixo.

PTresidência= (0,65xEqNumEnv)+[(1-0,65)xEqNumAA]+Bonificações

Para obter a classificação final do nível de eficiência, compara-se o nível alcançado na Equação 1 com os intervalos de pontuação da tabela abaixo.  Portanto, a residência obteve classificação final nível A, com pontuação igual a 4,63, maior ou igual à pontuação limite de 4,5 para classificação A.

04/08/2011 at 21:57 Deixe um comentário

Casa Átrio – Análise de Eficiência Energética – Florianópolis/SC – Parte 2

Casa Átrio – Análise do desempenho térmico da ENVOLTÓRIA

Para garantir a sustentabilidade da residência, foi realizada uma análise dos materiais e de índices de conforto ambiental pela empresa de consultoria de eficiência energética VERTES, visando obter o nível de eficiência energética da edificação. Ainda, fez-se uma simulação da ENVOLTÓRIA e do SISTEMA DE AQUECIMENTO DE ÁGUA (Parte 3) da residência (partes importantes de consumo de energia), caso esta fosse submetida à etiqueta do INMETRO, seguindo os critérios do documento Requisitos Técnicos da Qualidade de Eficiência Energética de Edificações Residenciais (RTQ-R). A partir desta análise, identificou-se a classificação de eficiência energética que a residência obteria. A classificação pode variar de nível “A”, mais eficiente, a nível “E”, menos eficiente.

Análise das propriedades térmicas dos materiais

Arquitetura: FAUST■SALVAGNI

Fotografias: Romulo Ceretta

Para obter nível elevado de eficiência energética é necessário o atendimento aos pré-requisitos determinados na metodologia do RTQ-R. Alguns desses pré-requisitos são os relacionados com a envoltória da edificação, nos quais precisam atender ao limites exigidos apresentados na Tabela 3.1 do RTQ-R.

A tabela abaixo apresenta os valores calculados de transmitância térmica, capacidade térmica e absortância das paredes externas da residência. Observa-se que em todos os ambientes atende-se aos limites.

A tabela abaixo apresenta os valores calculados de transmitância térmica, capacidade térmica e absortância das coberturas da residência. Observa-se que em um dos ambientes não atende ao limite.

Análise da ventilação natural

Para edificações situadas na zona bioclimática 3, ambientes de permanência prolongada e cozinha devem possuir percentual de aberturas mínimas de aproximadamente de 8% da área do piso. Portas de acesso principal e de serviço não são consideradas para somatória das aberturas efetivas para ventilação. A tabela seguinte apresenta o percentual para ventilação natural da edificação. Observa-se que em todos ambientes obtiveram percentuais de ventilação acima do mínimo exigido.

Análise da ventilação cruzada

Para atendimento de condições de conforto e higiene, o projeto deve permitir condições de escoamento de fluxo de ar.  A fachada com maior área de abertura efetiva sobre a somatória das aberturas das outras fachadas deve obter fator ≥ 0,25. Observa-se na tabela abaixo que, para a residência analisada, o fator de ventilação cruzada é maior que 0,25, portanto atendem ao pré-requisito.

Análise da iluminação natural

Em ambientes de permanência prolongada a soma das áreas de aberturas para iluminação natural desses ambientes deve corresponder a 1/8 da área do piso, para obter nível A. Para outros ambientes a soma das áreas de aberturas para iluminação natural desses ambientes deve corresponder a 1/10 da área do piso. A tabela abaixo apresenta os resultados do pré-requisito de iluminação natural para a residência.

A somatória das aberturas para iluminação dos ambientes de permanência prolongada foi de 55,55m², sendo maior que 1/8 da Área Piso (17,81m²), atendendo, portanto, a exigência para o Nível A.

A somatória das aberturas para iluminação dos outros ambientes de 8,08m², sendo maior que 1/10 da Área Piso (4,16m²), atendendo, portanto, a exigência para o Nível A.

Resultado

As plantas da residência apresentam as classificações alcançadas do desempenho térmico dos ambientes após a verificação dos pré-requisitos e principalmente após os cálculos de eficiência energética (metodologia completa no RTQ-R). Nota-se claramente como a cobertura influencia nas trocas térmicas da residência, não garantindo conforto térmico na parte do ano e ainda, não permitindo níveis mais elevados de eficiência enérgica. Para essa residência, é ideal adotar um isolamento térmicos para as coberturas.

04/08/2011 at 20:53 Deixe um comentário

Casa Átrio – Análise de Eficiência Energética – Florianópolis/SC – Parte 1

Casa Átrio

Arquitetura: FAUST■SALVAGNI

Autor: Arq. Eduardo Faust

Localização: Jurerê, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

Área do terreno: 450.00 m²

Área construída: 450.00 m²

Ano do projeto: 2008-2009

Fotografias: Romulo Ceretta

Destinada a abrigar uma família grande, a proposta exigiu um programa de necessidades com duas questões fundamentais que poderiam ser conflitantes: projetar um espaço coletivo, que maximizasse o contato da usuários e visitantes, juntamente com cinco suítes.

Com isso, foi criado um espaço central que englobou estar, jantar e biblioteca, no qual foi pensado como um átrio central que se comunica com os demais cômodos, sendo eles: cinco suítes, cozinha, varanda [térreo] e sacada [pavimento superior].

O layout permitiu criar uma passarela interna ligando os volumes da residência, excluindo os tradicionais corredores. Ainda, a passarela tornou-se a fonte de iluminação artificial do ambiente e tratada como principal elemento de composição, com vigas metálicas, vigotas de madeira e piso de vidro com luminárias.

O posicionamento privilegiado do lote garantiu destaque à obra por expor as três faces do terreno à paisagem urbana. Esta “esquina dupla” propiciou o melhor aproveitamento da ventilação, insolação e permite o contato visual dos usuários com o exterior.

A iluminação natural e ventilação foram otimizadas com grandes aberturas na fachada leste, mas protegidas por brises [dormitórios] e aberturas minimizadas na fachada oeste.

O objetivo de uma conexão dos espaços “privativos” com um grande espaço coletivo foi alcançado com uma relação espacial e visual, onde os volumes destes espaços foram desenhados para que fossem identificados individualmente a partir do átrio central. O próprio átrio central ganha um desenho irregular buscando a integração com a área externa coberta. Como um todo, a geometria complexa da obra propicia estas relações, além de responder a necessidade volumétrica, cuidadosamente desenhada para atender as exigências do local de intervenção.

03/08/2011 at 0:41 Deixe um comentário


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O Blog Vertes compartilha ações integradas de sustentabilidade entre empresas, consultores, estudantes e interessados na área de sustentabilidade em edificações.

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